terça-feira, 10 de novembro de 2009

A piscina da luz!

Nem só dos mergulhos de Aimar, Di Maria e Saviola vive o estádio da luz. Apesar das habilidades constantes desse trio de artistas, há que referir que nem tudo que lá caí é simulação! Especialmente quando se tratam de lances do adversário do dono da piscina...

Curiosa esta vitória (justa) do benfica frente à Naval. Desta vez nem houve confusão no túnel nem histerias no final... interessante. É fácil verificar-se porquê:

A equipa com razoes de queixa da arbitragem é a Naval.

41': Maxi Pereira derruba Camora na área do Benfica. Havia lugar a grande penalidade?

«O Painel de jurados de O JOGO considera, por maioria, que o árbitro Lucílio Batista "pecou" ao não assinalar falta de Maxi Pereira sobre Camora já perto do intervalo.»
in O JOGO, 10/11/2009


89': A falta que dá origem ao golo do Benfica, sobre Di María, foi bem assinalada?

«Não consigo encontrar qualquer infracção que justificasse o livre. O que se revelou impróprio foi o livre assinalado.»
in O JOGO, 10/11/2009

Na luz, com o resultado em 0-0, ficou um penalti por marcar a favor da Naval, com o consequente amarelo para Maxi Pereira, no caso seria o segundo. Contudo, a bem da "verdade desportiva", este lance, bem como, o do livre inventado que esteve na origem do golo encarnado, não fazem parte das crónicas dos jornais nem dos resumos televisivos do jogo. Compreende-se, convém evitar polémicas desnecessárias que manchem as vitórias do clube do regime.
Mas é também importante referir que, tal como o livre (inventado) que originou o golo, existiram outros tantos... não tantos quantos as simulações, mas muitos e mal assinalados... pelo Senhor Lucílio Baptista!

Depois de, em pelo menos 5 jogos esta época, tanto terem treinado as quedas dentro da área (com sucesso diga-se), agora a piscina alargou e já não é apenas na grande área...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mau, a roçar o miserável...

Quando se pensava que pior era impossível, acontece o que há muito se previa. Perder, na Madeira, com um auto-golo e bater no fundo futebolisticamente falando. Foi miserável esta exibição. Não há outro adjectivo possível para qualificar o que se passou neste jogo, diante de um Marítimo, que tal como o Belenenses, não me admira que para a semana seja goleado num qualquer campo deste País.

É inadmissível que jogadores que ganhem tanto dinheiro apresentem esta falta de motivação, falta de atitude e, também preocupante, falta de jeito para jogar futebol.

A equipa apresentada era a mesma do último jogo. Novamente um meio campo sem criatividade com Fernando, Meireles e Guarin... três jogadores quase iguais que não fazem a diferença em termos ofensivos. No ataque os mesmos, o suposto trio maravilha, que só tem sido ineficaz.

Novamente uma entrada em jogo apática, sem soluções. Os passes consecutivamente falhados denotam a qualidade do futebol portista. Está fraco, os jogadores estão à deriva em campo e parece que cada um joga por si. O resultado é um atabalhoamento de tal ordem que dá pena assistir. Não tenho memória de um futebol tão mastigado e aos repelões, de chuto para frente a ver no que dá. Oportunidades na primeira parte? Zero! Contei um remate (passe) de cabeça do Falcao para o guarda-redes. Claro que o Marítimo aproveitou e criou umas 5 oportunidades de golo claras que não concretizou. Mas tinham Rolando que se encarregou de cortar uma bola aparentemente simples... para dentro da própria baliza. Acontece. Era tempo de reagir, mas tudo continuou igual como se estivesse 0-0. Colocar jogadores a aquecer para não entrarem não se entende. Era preciso mexer na equipa ainda na primeira parte! E não era só uma alteração! Mas não, o Professor esperou pelo intervalo para lançar o seu coelho habitual da cartola...

Quando se esperava outra atitude, vem tudo igual! Inexplicável. Como é possível voltar com a mesma atitude e com o mesmo futebol sem soluções? Parece até que foram à Madeira em passeio! Mariano que entrou ao intervalo, fez o que se esperava, nada. Farias foi mais um lá na frente e Tomas Costa (outra grande opção) entrou para fechar à direita! Para isso deixava-se lá o Sapunaru! O único criativo (ou rotulado de tal) não entrou... Parece que Belluschi já não serve. Só aos 80 minutos, e já com o coração na mão é que nos lançamos para frente a ver no que aquilo dava. E foi neste período que Falcao ainda conseguiu falhar dois golos...

Perdeu-se e bem e até se pode dizer que perder só por 1 golo já não foi mau. O Penta pode ter ficado na Madeira...


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Bruno Alves: o único jogador do plantel com atitude, com raça, com vontade de vencer. É isto um jogador à Porto e é preocupante existir apenas um.

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Jesualdo: se o plantel não tem soluções, a culpa é dele que o escolheu. Não diga que o problema são as lesões pois vai muito mais além disso. Os 11 que jogam não têm atitude ou motivação e o culpado disso é só um. O único que "os trabalha" durante a semana...
Não se percebe como é que estando a jogar miseravelmente e consequentemente a perder, só mexa na equipa no intervalo e lançando, claro está, o Mariano. Então e o Farias?! Qualquer um mais atento sabia que só entraria aos 60. Normal e previsível nas substituições. E como estávamos a ganhar havia que sair o Rodriguez...
Que futebol é este Professor? O Belluschi já não lhe serve? E as bolas paradas, não se treinam? É tudo tão previsível e tão mau!

Equipa: ou melhor, este conjunto de jogadores que não forma uma equipa. Do Helton ao Hulk, só escapou B.Alves na atitude. O nº1 a jogar manco (não se percebe!); na defesa os laterais a abrir espaços atrás, sempre a deixarem cruzar e inoperantes ofensivamente, Rolando a parar-lhe o relógio por completo; meio campo intragável com Meireles uma nódoa a não acertar um passe, Guarin sem sal como sempre e agora até Fernando anda na lua; no ataque Hulk não passou por ninguém e não fez rigorosamente nada, Rodriguez continua gordo e não leva uma bola para a frente, já Falcao continuou a desperdiçar. O mais preocupante nem é tanto a falta de jeito que apresentam porque acredito que não desaprenderam, é sim a falta de atitude, empenho e de garra.


O PORTO NÃO É ISTO e urge reagir rápido. Mas muito rápido. Cinco pontos são recuperáveis mas é preciso outra atitude, é preciso futebol.
Força PORTO!


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A voar para os Oitavos!

Pelo 4º ano consecutivo atingimos os oitavos-de-final da Champions, este ano logo na 4ª jornada. Se ser recordista de presenças nesta competição, a para do Man Utd, é digno de registo, passar à fase seguinte 4 anos seguidos também parece importante e não está ao alcance de todos.

Depois de duas jornadas para a Liga com exibições pouco conseguidas, esperava-se uma atitude diferente. O adversário era igualmente fraco e notou-se mais motivação e vontade de conquistar rápido a bola, mas futebol ainda não é o melhor. Um pouco atabalhoado, sem soluções a viver-se de um ou outro lance individual que acabava em disparate ou em falhanços... incríveis. O meio campo desta vez teve Guarin e ele nota-se em campo, ao contrário do que tem acontecido com Belluschi. Na frente desta feita jogaram de novo Hulk, Falcao e Rodriguez... Já há saudades do Varela que seria, certamente, opção para este ataque.

Na primeira parte o Apoel apenas criou por uma vez perigo, com Helton a opor-se com grande estilo e eficácia. Ficava o aviso ao qual o Porto respondeu com muitos remates, é certo, mas quase todos eles sem a direcção da baliza. Mas o pior foi mesmo o incrível falhanço de Hulk... isolado!

A segunda parte chega e o futebol estava igual, sem chama e sem correr grandes riscos e a falhar as poucas oportunidades criadas. Desta vez o destaque foi para Falcao que na cara do guarda-redes resolveu acertar nele. Altura em que o Professor decide lançar o "salvador" Farias, retirando o apagado e pesado Rodriguez. Foi já com Tomas Costa em campo, no lugar de Guarin, que chegamos ao golo a 6 minutos do final. Farias desta vez não marcou mas assistiu Falcao, que tirou um adversário da frente e rematou com convicção para o golo merecido e mais do que justificado.

Estava feito! Os oitavos já não fugiam. Um jogo em que a vitória parecia certa e que iria surgir a qualquer momento, não pela qualidade do nosso futebol, mas pelas oportunidades desperdiçadas e pela falta de qualidade do adversário.


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Falcao: voltou a decidir, resolvendo um jogo que há muito já devia estar ganho. Voltou também a falhar um golo certo, acertando no guarda-redes, mas redimiu-se no final colocando justiça no marcador e carimbando a passagem aos oitavos. Saúda-se o regresso aos golos e espera-se que voltem a ser uma constante.

Helton: voltou a ser felino a evitar um golo certo. Tem sido importante nesta Champions, sofrendo apenas um golo (o de Álvaro Pereira não conta), em Londres, onde evitou outros certos...


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Hulk: Apesar de andar trapalhão e deslumbrado com o sucesso, continua a ser o melhor jogador do Porto. Mas um profissional de futebol não pode falhar um golo assim. Eu sim, podia falhar, mas estou em crer que não falhava. No entanto, só falha quem lá está. Isoladíssimo, apenas com o guarda-redes pela frente... é obrigatório marcar, ou pelo menos, ficar lá perto. Mas já é a 3ª ou 4ª vez que consegue embrulhar-se com a bola, dá-la ao guarda-redes e perder um golo óbvio e fácil. Dadas as dificuldades nesse capítulo, será que Jesualdo alguma vez o colocou a treinar lances semelhantes?

Rodriguez: Pode dizer-se que, do que se tem visto esta época, parece ser um jogador banal, daqueles que não custam 7 milhões de euros e não ganham 150 mil/mês! Mas ele custa isso tudo... talvez por isso e pelo que fez no ano passado se exija mais dele. Muito mais!


Agora na Champions ainda há um objectivo, o de vencer o Chelsea para garantir o 1º lugar do grupo. Mas mais importante que isso é concentrar para o campeonato e rapidamente chegar também ao nosso lugar. Para isso é essencial vencer na Madeira.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Uma hora para acordar?

Depois da lição mal estudada para o confronto da jornada anterior com os estudantes, impunha-se apresentar outra cara, outra atitude, outra raça... impunha-se apresentar futebol!
Com o Professor, na véspera do jogo, a chamar gente ao estádio e a dizer que tudo iria mudar, acreditei que assim fosse, mas inexplicavelmente foi pior. O adversário, o Belenenses, era do mesmo calibre que o anterior e esperava-se que jogassem lá atrás fechados como por norma fazem. Assim foi, tudo como se previa excepto a apatia do Porto.

Mais uma primeira parte em que nada se viu. Será injusto dizer que foi tão mau como contra a Académica, não foi mas andou lá perto. Se se pensava que o problema era do meio campo, desta vez já jogou Belluschi, ou melhor, desta vez esteve lá, pois jogar vi pouco. Na frente a opção recaiu e bem em Farias que vinha de bisar e assim também dizer a Falcao que precisa de afinar a pontaria, como também neste jogo voltou a ficar evidente.

Com uma primeira parte má, sem entrosamento, sem grandes oportunidades de golo, tirando uma mal anulada pelo árbitro que Farias aproveitou e marcou mas a passe de um adversário, era preciso alterar a equipa e a atitude ao intervalo. Apenas foi alterada a equipa com a entrada de Falcao, mas a atitude só mudou depois de o Belém marcar! Se já estava mau tudo piorou... mas a equipa lá acreditou e mandou-se para a frente e dez minutos depois, Farias mais uma vez no lugar certo consegue empurrar para a baliza, acabando da melhor forma uma confusão na área. Dai para a frente, a verdade é que só deu Porto, mas só com coração e sem imaginação... estivemos perto do 2-1 com Bruno Alves a acertar na barra e já no final Meireles a errar a baliza por pouco. Mas desta vez não deu, perdemos dois pontos numa jornada que tinha tudo para ser perfeita... A culpa, essa fica em casa. Outra lição a rever pelo Professor.


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Adeptos: não os do assobio, mas os que apoiam do início ao fim. As claques que tudo fizeram para levar a equipa à vitória, mesmo depois de estar a perder.

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Equipa: a estranha apatia e falta de soluções começam a ser preocupantes. Acordar para a vida apenas aos 60 minutos é muito tarde, num jogo que só tem 90! Jogar futebol só com o coração, em busca do prejuízo, por norma não resulta. É preciso entrar com atitude de vencer desde o primeiro minuto.


Perdemos dois pontos num jogo daqueles que dão os títulos, muito mais grave quando na mesma jornada jogavam os dois primeiros e era importante encurtar distâncias. Do mal, o menos, diminuiu-se num ponto a distância para o principal adversário (será?) que desta feita, nem com os mergulhos habituais na grande área, não conseguiu marcar sequer um golo da esperada goleada... Paciência!


Amanha, em Chipre regressa o nosso Campeonato e só a vitória interessa para confirmar o apuramento.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Lição mal estudada...

Dia de receber o último classificado no Dragão. Um jogo aparentemente fácil que se tornou complicado por culpa própria. Não se percebe como em três dias, a mesma equipa consegue jogar de forma tão diferente. Se contra APOEL acabamos a primeira parte com 17 remates à baliza, como é possível acabar-se esta primeira parte com apenas 2?! Mas para além da falta de remates, assistiu-se a um desnorte completo da equipa. Acho que eles próprios não sabiam o que ali estavam a fazer...
Arrisco-me a dizer que foi a pior primeira parte de sempre em jogos no Dragão... pelo menos! Se foi tudo falta de motivação, por ser um jogo contra o último, então algo vai mal nas lições do Professor. Se ele próprio disse que o que faltou foi um clique-mental que surgiu ao intervalo, então esse clique já veio com atraso... É durante a semana que deve motivar os jogadores para este tipo de jogos... aparentemente fáceis, mas que ditam os títulos!


O Porto entrou em campo, com a mesma equipa do jogo anterior, desta feita e aparentemente com Rodriguez no meio e Mariano na ala. Aparentemente porque a certa altura da primeira parte já não se percebia como era aquilo... Já Rodriguez andava na esquerda, Hulk ao meio e ninguém no meio campo. Para além disso, existiram largos momentos em que não se conseguiam mais do que 2 ou 3 passes seguidos, bolas mal dominadas foram uma constante e remates nem vê-los! Péssimo.

Na segunda parte esperava-se outra atitude e sobretudo mudanças na equipa logo ao intervalo. Mas não... como estava tudo a correr bem, voltaram os mesmos 11. Incompreensível. A atitude melhorou, já se procurou o golo mas sem grandes resultados. Mexer na equipa era inevitável e Farias, com 15 minutos de atraso lá entra. Claro que os adeptos do assobio ficaram descontentes com a opção de tirar Rodriguez, pois todos queriam que saísse Mariano para poderem assobia-lo bem. Correu-lhes mal porque pouco depois, Mariano consegue de cabeça o golo há muito esperado!
Pouco depois Farias faz o 2-0, a passe do Mariano(!!), e consegue a esperada tranquilidade. Puro engano... Quando se devia ir em busca do 3º adormece-se e a Académica chega ao 2-1 e consegue intranquilizar a equipa do Porto e os adeptos... Não era mesmo necessário. Foi já com Guarin em campo, e a passe deste, que se chega ao 3-1 pelo inevitável Farias! Estava feito... ou talvez não, pois incrivelmente, já nos descontos, consegue-se sofrer mais um golo... inadmissível sofrimento para um campeão.




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Mariano: já muito mal disse dele e não foi este jogo que fez dele um jogador diferente. Foi o mesmo, sempre a dar o máximo de si com as coisas a saírem-lhe bem e mal como de costume. Mas ninguém mais do que ele merecia abrir o marcador e calar os assobios daquela gente. Entenda-se que eu até posso dizer mal dele aqui, mas lá canto e puxo por ele. Marcou um golo e ofereceu o segundo! Força Mariano!

Farias: normal, entrou e marcou! É quase sempre assim, mas desta vez entrou para resolver o que estava complicado. Em três oportunidades, dois golos. Pedir-lhe mais o quê? Talvez já mereça a titularidade no próximo jogo.


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Todos: que péssima exibição principalmente na primeira parte. Indescritível a falta de atitude... Falhar passes, não dominar bolas, não rematar... foi mau. Acordaram a tempo e espero que tenha servido de lição para jogos futuros. É com Todos estes que seremos PENTA-CAMPEÕES! Força Porto!


É em jogos destes que se ganham e perdem os campeonatos. Felizmente correu bem o que esteve complicado, mas é preciso outra atitude da equipa e dos adeptos, pois não é a assobiar que ajudam. Depois do Hulk, agora foi a vez do Mariano obrigar os adeptos do assobio a guardarem-no lá bem no fundinho...

"Maaaaariano Gonzalez! Maaaaariano Gonzalez! Maaaaariano Gonzalez!"


Sexta-feira são os pasteis? Até os comemos!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

HULK, sem AP(O)ELo nem agravo!

A Champions League estava de volta! Logo de manha sente-se algo diferente por ser dia de Champions, dia de jogo-grande no Dragão. Engana-se quem diz que o jogo não era de grande cartaz, pois na Champions todos o são, ou não fosse esta prova a melhor do Mundo no que diz respeito a clubes! Mas dos adeptos que por norma vão ao Dragão, apenas 31 mil pensam assim...

Quanto ao jogo, foi dia de estreia de um novo tridente ofensivo, com Rodriguez, Hulk e Falcao. No meio campo, com a ausência de Belluschi, por lesão, o eleito foi, adivinhem! Mariano, pois claro...
Era preciso ganhar este jogo para poder ficar mais perto do apuramento para a fase seguinte. O adversário vinha do Chipre, o APOEL - equipa sem história na Champions e assumidamente defensiva. E foi assim que entraram para o jogo, com o Porto em busca do golo e o Apoel fechado lá atrás, a defender com muita gente, a procurar adiar o nosso sucesso. Conseguiram e sem que nada o fizesse prever chegam ao golo sem efectuar algum remate! Cruzamento da esquerda e Álvaro Pereira, embrulhado com um adversário, a fazer o golo na baliza errada. Um balde de água fria, mas sentia-se que era possível dar a volta. O Porto manteve a calma e dez minutos depois, Falcao recupera uma bola no ataque, isola Hulk que não falhou. Estava feito o empate. Pouco depois chega o intervalo e as estatísticas eram elucidativas, 17 remates do Porto contra 0 do Apoel!

Tínhamos de entrar com tudo para a segunda parte e assim foi. Mariano trocou de lugar com Rodriguez, que ainda não tem força para romper pelas alas. Logo aos 3 minutos, penalti claro por mão na bola, Hulk assumiu a marcação e não falhou! Não podia ter começado melhor e estava feita a reviravolta. Mas foi um quarto de hora de vendaval ofensivo, com Hulk a fazer novamente um jogo...incrível e com boas combinações com Falcao, Rodriguez e Álvaro Pereira. Só não fizemos o 3-1 porque Falcao falhou como não costuma.
O pior estava para vir, quando Mariano numa habitual paragem cerebral resolve ser expulso... A 15 minutos do final o Apoel começou a acreditar que seria possível chegar ao empate, mas o Porto segurou e quase se podia complicar um jogo que teve tudo para ser fácil. Não se podem falhar tantos golos, mas o importante estava feito, a vitória! Na Champions vencer por um golo de diferença é goleada.


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Hulk: é o homem que faz mexer o Porto, com confiança é imparável. Está a voltar ao que era, a arrancar, a chutar, a marcar a assistir para golo... a ser incrível! Mas ainda bem que não faz sempre tudo bem, senão seria o melhor do mundo e já cá não estava... Espero que continue a perder bolas sem jeito e a rematar em vez de passar por muitos anos...
Falcao: não marcou, mas mostrou, mais uma vez, que não é aquele ponta-de-lança que vive apenas de golos. Não é daqueles que, quando não marca, não se dá por ele, bem pelo contrário! Joga, procura a bola, faz jogar, assiste para golo e quando é preciso vai ao chão recuperar uma bola. Muito bem! Temos avançado!

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Mariano: começo a achar que é um jogador tipo "roleta russa"! Nesta analogia, o tiro será um bom jogo de Mariano... Por isso é sempre um risco pô-lo em campo, pois a probabilidade de "sair tiro" é bem menor do que não sair nada... Não tem saído nada.


Nota: este foi o jogo ideal para os que assobiaram o Hulk no jogo anterior, meterem o assobio no... bolso. No entanto, esses tais nem devem ter ido a este jogo com medo da chuva... pois não os ouvi...
Já agora, os assobios ao Mariano não o ajudam em nada!


Contra os estudantes, vencer, vencer!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

História repetida

Ditou o sorteio que seria novamente o Sertanense, pelo 3º ano consecutivo, o adversário do FC Porto em mais uma eliminatória da Taça de Portugal. E como não há duas sem três o resultado voltou a ser o mesmo.

Um jogo em que se esperava uma revolução no 11, ver jovens da formação em acção e golos... o que veio a acontecer. Quatro sem resposta, se bem que se devia ganhar por mais, tanto que a certa altura o Sertanense já jogava com 9, tendo jogado mais de uma hora com 10... Para além do que se esperava, houve outra surpresa: um novo esquema táctico, o famoso 3x4x3 de Adrianse! E diga-se que contra adversários deste calibre (bem como alguns da 1ª liga), a jogar em casa, não são precisos mais do que 3 defesas...
Foi dia de estreias a titulares de Beto, Maicon, Nuno A. Coelho, Valeri e Prediguer, com maior destaque para a maior surpresa no 11, Sérgio Oliveira, o mais jovem de sempre a actuar em jogos oficiais pelo FC Porto, com apenas 17 anos, superando assim o bi-bota Fernando Gomes.

Quanto ao jogo, entramos praticamente a ganhar com o golo de livre directo de Hulk, exemplarmente cobrado. Nem 5 minutos depois, penalti por mão na bola (a evitar golo) do jogador adversário. Farias não falhou. Estava feito, daí para a frente foi assistir a novas investidas do Porto, na sua grande maioria tendo Hulk como protagonista, no entanto foi após jogada de insistência de Rodriguez, que já junto à linha cruzou para Farias que num toque pleno de classe e supless a fazer o 3-0.

Para a segunda parte, mais do mesmo e estreias de mais 3 jovens, Yero, Dias e Alex e apenas mais um golo, de Hulk já perto do final do jogo a passe de Sérgio Oliveira para fechar o jogo e repetir a história, desta feita no Dragão.

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Hulk: voltou a ser incrível, apesar de por vezes se perder em individualismos, que os assobios não resolvem.
Farias: mais dois golos que devem fazer dele o "suplente" com maior eficácia da história do clube. Quase sempre marca e quando não o faz anda lá perto.



Nota ainda para os (estúpidos) assobios da plateia a Hulk, quando ele se perde nos individualismos. Das duas uma, ou querem que ele passe sempre a bola ou passe sempre pelos adversários, pois quando ele passa por eles ninguém assobia, ou então estão mortinhos que ele não passe por ninguém para poderem assobiar... Se querem ter um novo Quaresma é só continuarem a assobiar, mas quem saí prejudicado é o Porto!


Venha lá de novo a Champions, o nosso campeonato!