segunda-feira, 20 de julho de 2009

O Porto para o Penta!

Aí está o novo Porto que se deseja que seja velho...
Nova época, novas caras, nova farda... os mesmos objectivos! O PENTA começa aqui e mais uma vez, todos juntos, vamos vencer. Este ano pode até ser bem mais difícil, visto que a equipa mudou, no entanto, se todos remarmos para o mesmo lado, é mais do que possível chegar ao fim em primeiro. A saída de jogadores importantes, levou a que chegassem outros que certamente também o serão. Nada melhor do que lá para Dezembro já nem nos lembrarmos de quem saiu, tal como sucedeu no ano passado...

Relativamente ao jogo de apresentação frente ao Mónaco, que ditou o resultado (3-0) idêntico ao da Final da Champions de 2004, ainda é cedo para tirar conclusões. Mas as vitórias moralizam e dão bons indícios, notando-se já que se está no bom caminho e jogadores como Álvaro Pereira, Belluschi e Varela podem mesmo ser verdadeiros reforços. Mas é sobre o Hulk que recaem todas as esperanças desta nova época...


Mas o maior destaque desta Festa de Apresentação, vai sem dúvida alguma para a despedida e homenagem a Pedro Emanuel. Um grande capitão, um profissional exemplar que termina a carreira na casa onde foi feliz durante 7 anos. Uma despedida emocionada e o tributo de 40 mil pessoas, que mesmo com um nó na garganta, conseguiram gritar pelo seu nome sem parar. Uma vez mais, obrigado Capitão.

(Camisola entregue a Pedro Emanuel por Raul Meireles.)


Esta sentida despedida fez muita gente ficar pensar no porquê de Vítor Baía não ter tido também uma homenagem do género. Ninguém mais do que ele merecia! Fica o reparo para uma grande falha do clube...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Obrigado INCANSÁVEL LISANDRO!





Mais um excelente jogador que nos deixa... saudades.

Depois de, em 2005, ter chegado como um ilustre desconhecido, Lisandro Lopez tornou-se a mais importante referência do nosso ataque, ganhou lugar entre os eleitos da sua selecção e ajudou-nos a garantir títulos... muitos títulos! Chega a hora de partir depois da missão (bem) cumprida. Não tão comprida como todos desejávamos, mas a vida é assim. O dinheiro voltou a falar mais alto, pois também ele troca o FC Porto por um clube bastante inferior. Mas os euros pesam e quer Lisandro quer o Porto ficam satisfeitos com este desfecho.

O que pode o Porto fazer quando aparecem 24 milhões de euros (que poderão ser 28) em cima da mesa? Nada mais do que vender. Há negócios irrecusáveis e este era um deles, tanto mais que Lisandro já tinha mostrado a vontade de sair e nós por cá já estávamos fartinhos do seu empresário... E tendo em conta que a primeira abordagem do Lyon se ficou pelos 12 milhões, com o dobro o Porto não podia dizer que não. Tendo-nos custado 7 milhões e, depois de muitos jogos, golos, títulos e mais velho 4 anos ainda rende 24 milhões de euros, só pode ser (mais) um óptimo negócio.

E lá se vai o outro elemento da dupla que nos encantou. Vai para outro campeonato, para perto do amigo inseparável Lucho, mas tal como este, também Lisandro certamente nunca se esquecerá do clube a que tudo deu e dos adeptos que tudo lhe deram.
Perdemos um jogador de raça inigualável, arte e golos... foram 63 em 144 jogos pelo Campeão! Nunca conheceu outro lugar sem ser o 1º e, para além dos 4 campeonatos, leva ainda 2 Taças de Portugal e uma Supertaça.

Lisandro nasceu na Argentina, mas em campo parecia um rapaz criado na Ribeira! Deu sempre tudo. O incansável Licha "lichou" muita gente... e deixará na memória de todos os portistas os seus originais festejos dos golos. Mas mais do que isso, a lembrança será sempre a de um incansável guerreiro.


Pelas vitórias, pelos golos, pelos títulos, pela simpatia, pela camisola, mas sobretudo pela tua garra... Obrigado Lisandro! Boa sorte e até sempre.


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Obrigado COMANDANTE!






Quando já todos pensávamos que o LUCHO ia ser uma nova "bandeira" do clube (até seria este ano o 1º capitão) e por cá iria ficar para o resto da carreira, surge em poucos dias a hipótese de o vender. Venda essa que infelizmente se concretizou e a todos espantou!
Em termos de "vendas" e financeiramente falando, sabemos que foi um bom negócio. Sai um dos mais bem pagos do plantel e por um valor (18 milhões de euros, que poderão atingir um máximo de 24) que não sendo nada de extraordinário, é significativo para um jogador de quase 29 anos. De referir que, quer o Porto em 2005 quer o Marselha agora, fizeram na aquisição de Lucho o seu maior investimento de sempre.

Mas como o futebol não é só "negócio", será que o plano financeiro não vai hipotecar o plano desportivo? Esperemos que não... mas com a certeza de que se Lucho ficasse tudo iria ser mais fácil.
Não se pode condenar o jogador, pois sair para ir ganhar cerca de 300 mil euros/mês é logicamente uma boa opção, mesmo mudando para um clube bastante inferior.
Mas será que o Porto fez de tudo para o segurar? Será que não se perde mais do que o que se ganha com esta venda? Só futuro o dirá, mas o clube de certo não acabará!


É com tristeza que se vê partir um jogador como o Lucho, que tudo de si deu pelo clube. Um senhor profissional que conquistou o carinho dos adeptos, o admiração dos colegas e a respeito dos adversários. Parte com o dever mais do que cumprido e certamente deixará saudades no clube que por 4 anos comandou. Na memória ficará sempre a imagem de um jogador fino, elegante em campo. Técnica apurada e passe preciso. Nunca foi um jogador rápido mas tem uma inconfundível passada larga, que tanto o fazia aparecer atrás para ajudar como na frente a rematar. Fazia tudo parecer fácil. Um excelente jogador!
Foi um prazer vê-lo de Dragão ao peito por 145 vezes! Depois de 44 golos marcados e muitas outras assistências feitas, despede-se agora e já deixa saudades. Mas vai com o Curriculum actualizado como quase todos que pelo Porto passam: 4 Campeonatos, 2 Taças de Portugal e uma Supertaça.


Como já tive oportunidade de te dizer: Obrigado Comandante! Obrigado por tudo que por nós fizeste.
Certamente, também não te esquecerás de nós. Só não te disse "Boa sorte, tu mereces" porque tinha a esperança que ficasses.



Nota ainda para um facto que penso ser inédito. Um clube deixar sair no mesmo ano os 3 capitães de equipa... Pedro Emanuel, foi o primeiro, Lucho foi agora e Bruno Alves deve ser o senhor que se segue. Mais estranho se torna quando isto acontece no FC Porto. Quem vai transmitir o que é o Porto a quem chega? Quem vai incutir o espírito vencedor, a garra, a mística? Serão Guarins? Tomas Costas? Marianos? Eu posso ir lá dar uma ajuda... Será Raul Meireles capaz disso? Isto se também ele não sair, pois ainda recentemente referiu que se surgir uma oportunidade não rejeitará. Na mesma entrevista disse que o balneário ia ficar à deriva com a saída dos Capitães... Bons tempos não se avizinham, mas ainda há crédito e confiança em quem dirige.

Os jogadores, treinadores e dirigentes passam e o clube fica.
O Porto somos nós!





quarta-feira, 17 de junho de 2009

Obrigado Senhor Pedro

Infelizmente chega ao fim a carreira brilhante de mais uma figura dos tempos recentes do FC Porto. Chegado ao clube em 2002, trouxe com ele a raça e alma dos grandes líderes. Um exemplo de profissinalismo e dedicação ao clube. Na memória, ficará para sempre o olhar que lançou ao guarda-redes do Once Caldas, antes de o bater no penalti que decidiu a Taça Intercontinental.
Portou-se sempre como um senhor, mesmo quando deixou de ser opção regular, como na última época. Mesmo assim, ficar mais um ano seria importante para o balneário que vai ver fugir, assim de uma só vez, dois importantes líderes. A opção não foi essa e a missão de formar novos campeões será de certo cumprida com (o mesmo) sucesso.

Mais um grande capitão que acaba a carreira sem a merecida e simbólica homenagem. Depois de Domingos, Jorge Costa e Vítor Baía, é agora a vez de Pedro Emanuel. Com a excepção de Jorge Costa (que já não estava no clube), todos os outros anunciaram o final de carreira só depois de terminada a época, privando assim os adeptos de lhes agradecerem por tudo que fizeram pelo clube. Não sabendo de quem parte essa repetida estratégia e supondo que não parte dos jogadores em questão, não é definitivamente a melhor opção. Não teria sido mais inteligente anunciar a decisão no último jogo da época? Os adeptos agradeciam e o Pedro merecia...

Palmarés no FC Porto:

6 Campeonatos Nacionais (não jogou uma época por lesão)
3 Taças de Portugal
3 Super-Taças
1 Taça Uefa
1 Liga dos Campeões
1 Taça Intercontinental

Por tudo, fica o meu agradecimento e a recordação eterna de um olhar "matador" que marcou a história do FC Porto.

sábado, 6 de junho de 2009

Saia uma Dobradinha para o Campeão!

Final da Taça, novamente no Jamor. No Estádio Nacional, como lhe chamam e, à partida, pelo nome até parece ser um Estádio onde se realizam muitos jogos, visto ser Nacional. No entanto, só é lá jogado um jogo por ano, no qual costumamos estar presentes...

Defendem que se deve respeitar a tradição e que por isso nem querem por em causa a continuidade do Jamor como palco desta Final. Nada mais errado... Pela tradição, então voltemos às balizas de madeira, bolas de dez quilos e aos campos pelados! Numa altura em que tanto se fala em novas tecnologias para o futebol, admite-se que a final da Taça de Portugal seja jogada num Estádio sem as mínimas condições? Nenhum jogo da UEFA poderia ser lá jogado e a Selecção nunca lá joga. Sintomático.


Não sou contra uma final em Lisboa, até acho bem, visto ser a capital... mas na 2ª circular há estádios bem melhores e com maior capacidade. Em Inglaterra, para respeitarem a tal tradição, fizeram obras em Wembley, mas justificará fazer obras num estádio que só é usado uma vez por ano? Penso que não.


Ah... e não me falem das sardinhadas e churrascadas na mata antes da "festa do futebol", até porque quando quero comer sardinhas vou a uma qualquer festa popular e para um bom churrasco existem óptimos restaurantes. Isto para não falar das condições de segurança inexistentes nessa mesma mata em jogos de risco elevado.



Último jogo da época e um dos mais importantes. Isto porque estava em discussão (mais) um título, a Taça de Portugal. Troféu este que, para nós portistas, sendo o único da época não tem a importância que outros lhe dão, mas junto de um campeonato a Taça fica sempre bem! A já famosa Dobradinha à moda do Porto.


Como Pinto da Costa uma vez disse, "as finais não se jogam, ganham-se!" E assim foi mais uma vez. Quem esperava ver um belo espectáculo, que fosse à Ópera... e isso é no São Luís. A final era única e exclusivamente para ser ganha, a jogar bem ou mal. Até porque, com Jesualdo Ferreira aos comandos, o Porto em tudo que é Taça tinha, até agora, encalhado...
Relativamente ao jogo, jogamos o suficiente para levar de vencida a equipa do Paços de Ferreira, que só por ter chegado à final, já merece o aplauso de todos. Entrar praticamente a ganhar ajudou. Com a grande eficácia de Lisandro que na primeira oportunidade de que dispôs fez o que sabe. Daí para a frente foi gerir o resultado e criar perigo sempre que possível.

Fim do jogo e a entrega da Taça pelo Presidente da República ao grande capitão Bruno Alves! O mesmo que já lá em baixo, no relvado, se deslocou à "mesma bancada da Figueira da Foz" mas desta vez para festejar despedir-se dos adeptos que sempre o apoiaram... "Bruno Alves, olé! Bruno Alves olé!" Tinhas razão! Juntos íamos vencer... e vencemos!



E o Porto regressou à rua...

Mais uma época normal, onde apenas faltou ir mais longe na Champions.


Para o ano há mais!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Porto está na rua!


Final do campeonato. Jogo da consagração diante do Braga, equipa que fez ela também um bom campeonato...sempre na luta pelo 3º lugar. Jogo de festa, com o regresso das pinturas na cara dos jogadores, o que não aconteceu nos dois últimos títulos. No primeiro, porque o campeonato foi decidido apenas no último jogo e no ano passado porque já tínhamos sido campeões há muito tempo e já tinha havido muitos jogos de festa, ou não tivéssemos acabado com 20 pontos de vantagem...

Estádio cheio para saudar os campeões, onde não faltou a habitual foto de família para o álbum das recordações de mais um título, O 24º da nossa história. Está quase...

Relativamente ao jogo, que pouco ou nada interessava, registo apenas para o resultado de 1-1. Com Farias mais uma vez a fazer o gosto ao... corpo e marcar num ressalto de bola. Um jogo de descompressão e sem a atitude e concentração de outros tempos, mas afinal estes jogadores, mais do que mingúem, também merecem descansar e festejar porque são TETRA CAMPEÕES! Estes são os nossos heróis deste ano e para eles o meu OBRIGADO! Para o ano, a juntar a estes heróis, existirão outros para que o PENTA seja de novo uma realidade.

Final do jogo, o momento mais esperado, e tudo para a rua festejar. A cidade encheu como há muito não se via, ou não fossem os jogadores regressar às ruas da cidade para comemorar mais um título... a VIA TETRA como lhe chamaram, desde a Ribeira até à Avenida dos Aliados... junto à Câmara. Finalmente deixou-se a Alameda do Dragão e regressou-se de novo à baixa da cidade, local de festejo de muitas vitórias! Imensas!

Os jogadores tardavam em chegar... até que, envoltos em fumo e fogo, lá aparecem no autocarro dos Campeões! Um mar azul, cachecóis no ar, bandeiras ao vento, o povo a saltar e gritar que somos os CAMPEÕES! Tudo a vitoriar os nossos jogadores, que de certo guardarão na memória e por muitos anos a imagem desta festa.

Não devemos nunca acomodar-nos ao hábito de vencer, temos sempre que festejar cada título de campeão como se fosse o primeiro! Quem assim não faz, no longínquo dia em que não conseguirmos vencer vai dar mais valor a festas como esta...

Nota apenas para um facto: Desde que foram fechadas as Portas da Câmara, em 2002 pelo Sr. Rui Rio, só por uma vez não fomos campeões nacionais. Há que juntar ainda a esses 6 títulos uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Taça Intercontinental, mas umas quantas Super-Taças Nacionais e Taças de Portugal. Podem fechar a Câmara, mas as ruas não podem e a cada título conquistado, o PORTO ESTÁ NA RUA!